terça-feira, 21 de outubro de 2008

Here comes the sun.

Hoje fez sol
Com calor de verão
No céu
E no meu coração ;-)

Ibiza, Formentera, Mallorca, Menorca, Madri, Barcelona e ponto.

Decidi. Vai ser um resumão. Só 20 linhas. Esse vai ser o último post dedicado às minhas férias, porque já voltei há quase um mês e já tenho um montão de coisas novas pra contar. Bom, Ibiza terminou assim: fiquei tão enturmada na Pacha que me deram um mini palco pra dançar, e de lá não conseguiram me arrancar. Na Privilege o show do Tiesto, que é um mala com a alça arrebentada, foi um fiasco, e eu comeria doce de xuxu sem açúcar a pagar pra vê-lo de novo. Formentera é linda linda, a água é azul azul, o céu tem muitas e muitas estrelas, mas não chega nem aos pés da minha mágica Noronha. E que ninguém ouse dizer o contrário. Menorca é infinitamente mais linda e gostosa que Mallorca. E nunca vi tanta gente feia pelada e alaranjada em tão pouco tempo. Na verdade, nem em muito tempo. Europeu abusa do direito de ser over no verão. Afe. Madri foi uma experiência animadora e que me encheu de vontade de voltar. E Barcelona, ah, foi uma alegria sem fim. Descobri Gaudí e um sorvete de chocolate negro de uma tiazinha da Gràcia que foram a minha fonte de felicidade durante os dias que passei por lá. Pegava minha bici, apreciava Gaudí e depois visitava a tiazinha lá pelas 5 da tarde, e da siesta da tiazinha, pra me lambuzar com aquele sorvete dos deuses da tiazinha. E viva a tiazinha! Andei muito por parques, ruelas, avenidas, pelo porto, pelo centro, pelas praças, pelas feiras, sempre com a minha bici. E dancei. Muito. Todas as noites. No Razzmatazz, que é a Lôca catalã e no Magic, que ainda não vi nada igual. Aconteceu de tudo um pouco e do pouco muita coisa. Mas como eu sou uma pessoa de palavra e como as 20 linhas já chegaram, paro aqui, para minha dignidade preservar, e por não haver mais espaço pra contar :-)

Espaçosa na Space.

Como todos os dias, acordei mais ou menos 1h da tarde. Fazendo uma conta rápida com a diferença de 5 horas do fuso, seria a hora que estaria acordando no Brasil, sem contar as horas pulando, agachando e rebolando até o chão com a gringaiada. Bom, levantei, como todos os dias, em câmera lenta, encostando na poltrona, no sofá, sempre ensaiando uma volta pra cama. Mas lembrei das mais de 20 praias que jurei conhecer e tomei banho voando, botei biquíni e saí linda, loura e com os pés me torturando. Fui sola porque a amiga estava na trabalhando em uma ativação na Space, preparando a grande noite que teríamos mais tarde. Só pra explicar, a amiga também é da área de marketing, só que, olhem que legal, de uma marca de energéticos. Só abasteci minha geladeira no primeiro dia. Depois ela foi presenteada com um pack de 18 unidades que limpamos com vontade durante a temporada. Conheci praias lindas, cidadezinhas, rincóns, almocei maravilhosamente e vivi uma história maravilhosa que se no futuro eu lembrar sem emoção, eu conto. Cheguei em casa e animada pelas latinhas da energia, e fui correr cerca de 7 km. Encontrei 3 lunáticos como eu e fizemos um grupinho que se encontrava todos os dias no mesmo horário. Tomei banho, fiz a misturinha e saí 1h da manhã, sempre 1h da manhã, para a Space. A amiga estava lá me esperando na porta, me colocou uma pulseira dourada, que foi a minha passagem para a alegria. Se quem conhece a Space já acha que aquele lugar é imenso, e é mesmo, não imagina os cantinhos que eu conheci. O esquema é o seguinte; são 3 áreas vip; a vermelha, a dourada e a preta. Eu estava na coluna do meio. Comigo nesta noite estavam aquela modelo Valéria Mazza, dois ou três atores de Hollywood, umas carinhas conhecidas não-me-lembro-da-onde e vários parentes de gente muito famosa como o irmão do Orlando Bloom, com quem fiquei batendo papo, e pra quem tive que ensinar samba. Como se eu soubesse. Dizem na área preta estavam o Beckham e a Lindsay Lohan com a namorada. Não sei, não vi. Mas a noite nem foi tão incrível por isso. Quer dizer, também foi incrível por isso. Mas foi muito mais legal pelo David Guetta. Eu não curto música eletrônica tanto assim, mas eu descobri que amo o David Guetta desde criancinha. O cara é bom até a última gota e o astral estava nas alturas. So, baby, quase morri mais uma vez de tanto dançar e mais calibrada do que nunca com as inúmeras champas e champas na faixa que a pulseira dourada da alegria me permitiram degustar.

Vida Ibizqueña.

Cheguei em Ibiza. Desci no aeroporto às 21h30, hora local, e tudo o que vi ao desembarcar foram inúmeras promoters oferecendo cartões-bônus das melhores noites dos clubs. Eram os passaportes para a esbórnia dos dias seguintes. Localizei meu carro, ganhei um upgrade e andei de, advinhem, um novíssimo Seat Ibiza 1.9 nos 6 dias que fiquei por lá. O cara me ensinou a plugar o iPod e a localizar as melhores rádios, e eu travei na Sonica, que é uma rádio imperdível que, você, se for um dia, não pode deixar de sintonizar. Liguei para a moça que me alugou a minha casa e ela foi me ensinando o caminho. Chegando lá, grata surpresa. A casita era um aconchego só. Delícia. A minha cara. Amei. E mais barata que os bombados hotéis da ilha. Tomei um mega banho, passei no super e comprei o suprimento de toda a minha temporada: água, vodka, energético, suco de amora, pão, queijo, maçã e iogurte. Saí e fui buscar a minha amiga de Londres na Playa d’en Bossa para irmos a Talamanca na festa da Hed Kandi. Levamos o suprimento no carro, porque se tem uma verdade em Ibiza são os preços obscenos de tudo. Dentro do clubs a água, o whisky, a vodka, tudo é tabelado em 10 euros. Ou seja, tem que aquecer antes e depois fazer amizade com os moços pra bicar tudo lá dentro. E como fazer amizades em Ibiza não é nenhum problema, tava tudo azul. Não vou tecer os detalhes da festa, que foi linda, animada no último nível, que juntamos com um grupo de outras cinco inglesas e conhecemos um monte de gente que íamos encontrando nas praias e nas noites seguintes. Saímos pra ver o primeiro amanhecer na praia. Foi o primeiro e último. Minha energia, mesmo regada à concentrações cavalares de cafeína, não resistiu às dores nos pés e delícias dos dias seguintes.

Férias catalãs.

Estava sentada no aeroporto de Madrid tomando café com leche casi apagando em cima do teclado. Além de ter trabalhado nos últimos dias horas extras que me dariam direito a dobrar minha temporada de férias, chegava em casa tarde e, tentando resolver os últimos detalhes, dormia três, quatro horas por noite. No dia da viagem, quase perdi o vôo em Guarulhos, apesar de ter saído de casa três horas e meia antes da partida, ficando 2 horas e quarenta dentro do táxi em estágio avançadíssimo de stress num trânsito horroroso de sexta-feira final da tarde. Achei que ia valer a pena, mas nada adiantou. O vôo atrasou três horas, chegou em Madri às 13h30, na hora exata em que eu deveria estar decolando com a Vueling a caminho de Ibiza. Perdi a passagem low cost, no refundable e dancei em 119 euros. Fiquei perambulando de ônibus pelos terminais de Barajas, peguei a fila com um monte de doidinhos na EasyJet, paguei mais 145 euros pra embarcar às 19h35 e ainda chegar a tempo de virar a madrugada no El Divino na festa da Hed Kandi. Ufa! Se conseguir resisitir, já já testemunho o que vi.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Rindo à tôa.

Às vezes acontece. Eu fico assim, feliz, sem motivo, incondicional, exagerada e irritantemente feliz. Tudo bem que pela primeira vez em seis anos eu vou tirar dezenove dias inteirinhos de férias. Não acho dezenove um número muito bonito, mas ele tem o seu valor, já que é a razão dos meus mais de dezenove sorrisos por minuto. Não quero engessar esse raro momento de liberdade, mas já planejei algumas coisinhas pra não sair por aí tão desorientada: vou pra Espanha, me jogar nas praias e experimentar as festas ácidas de Ibiza com Tiesto, Groove Armada, David Guetta e Erick Morillo da forma mais inocente que eu for capaz. Vou checar se Formentera é mesmo uma mini Noronha encravada nas Ilhas Baleares e lá dormir homeless, na praia, na companhia do céu iluminado de estrelas, como tanto me recomendaram. Vou pra Mallorca, Menorca, e assistir todos os pores do sol que a natureza me permitir. Vou pra Barcelona alimentar a alma de arte, história e contemporaneidade. Vou andar muito, a pé, de bicicleta, de motinha, sozinha, acompanhada, perdida ou seguindo alguma direção. Vou comparar Madrid com São Paulo, visitar ruas, museus, fazer comprinhas, e ficar hospedada em três andares diferentes do Puerta America, realizando um desejo que concebi desde que ouvi falar deste hotel há algum tempo atrás. Vou sozinha e acompanhada da melhor companhia que eu conheço. Vou feliz, como agora e como daqui a dois dias quando a hora da partida chegar. E vou com muita vontade de voltar cheia de motivos para este estado de alegria insistir e nunca mais me abandonar ;-)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Virei fã do Rodrigo Santoro.

No domingo fiquei zapeando e parei na entrevista da Marília Gabriela com o Rodrigo Santoro. Sempre concordei que ele é realmente muito bem apessoado, mas à medida em que a conversa ia rolando, me convenci que o sujeito é também bastante interessante. Inteligente, articulado, sagaz, ele constrói bem as idéias, mostra segurança, maturidade e não tem medo de expôr o que é verdade. Enfim, é um cara preparado para o que está acontecendo na carreira dele e para o que possivelmente virá por aí. Curioso. Meu trabalho me dá a oportunidade de conhecer algumas celebridades. Muitas delas confirmam o estereótipo blasé que cerca esse mundinho. No entanto, já me surpreendi com algumas. Adorei o approach carinhoso da Cláudia Leitte, a alegria da Sandra de Sá, a timidez charmosa do Caco Ciocler, a simpatia do Luciano Szafir, a doce loucura do Lobão, desenvolvi uma proximidade com a Gabriela Duarte e tenho um amigo querido que é ex vencedor do Big Brother. Também tive a oportunidade de esbarrar com o Rodrigo Santoro três vezes: a primeira foi no Festival de Cinema de Brasília do ano 2000, e estava sentada ao lado dele quando foi anunciado como melhor ator pelo filme “Bicho de Sete Cabeças”, em uma exibição emocionante, que começou com vaias ao galãzinho global na abertura do filme e acabou com aplausos de pé pela platéia após a consistente interpretação que protagonizou. A segunda foi em uma ponte aérea em 2006, em que me assustei com a magreza dele em razão da minissérie em que estava atuando na época e por estar bem simplezinho, quase confundido com um surfista. A terceira foi mais radical: no final do ano passado, em Fernando de Noronha, o meu buggy deu uma derrapada na curva e quase colidiu com o que ele estava dirigindo na outra pista. Todos estes encontros me disseram algo a respeito dele, mas só o bate-papo na entrevista conseguiu arrancar de mim verdadeira admiração. Na semana passada também encontrei uma pessoa com quem não falava há muito tempo. Sua beleza é indiscutível, e já desconfiava da sua inteligência, mas descobrir que além disso a figura tinha um senso de humor refinado, boas idéias e uma admirável vontade de fazer grandes coisas foi quase desconcertante. E delicioso. Adoro me surpreender com as pessoas. E adoro fazer com que as pessoas se surpreendam comigo. Porque no final o melhor da história não é confirmar o que já se esperava, mas o que se pode descobrir quando ninguém mais aguardava por nada.